29/05/15

O sofrimento nos fortalece

Nossa visão limitada dos acontecimentos da vida, às vezes, não nos permite entender os mecanismos divinos na coordenação da Sua obra.

Quando vemos um pequeno ramo verde romper a terra firme e elevar-se na direção do sol, buscando instintivamente a luz, não compreendemos quais são os objetivos divinos para a pequena planta.

Passados alguns dias, voltamos a atenção para o pequeno ramo e nos surpreendemos...

Já não é mais um raminho, está mais forte. Contudo, o vemos agora ser açoitado por rajadas de vento, por chuvas torrenciais ou pelo sol escaldante.
Sofrimento
A pequena planta se dobra... É jogada de um lado para o outro. Algumas folhas, ainda frágeis, não resistem, desprendem-se do galho e são levadas...

A chuva castiga, o sol maltrata, mas a pequena árvore não sucumbe.

Dentro de alguns anos o tronco estará mais firme, já não se dobrará tanto com os açoites do vento, e as raízes buscaram sustentação no solo generoso.

E nesse fenômeno da natureza os objetivos do Criador se cumprem...

A semente se converte em planta, que se faz árvore, floresce, frutifica e espalha novas sementes que germinarão e frutificarão.

* * *

Como ocorre com a árvore, nós também passamos por momentos em que sentimos, no corpo e na alma, os açoites do vento cruel dos sofrimentos.

Outras vezes, são as tempestades de problemas que testam a nossa resistência...

Em outros momentos é o sol escaldante da solidão, do desalento, fazendo-nos exaustos e desejosos de nos deixar cair para não mais levantar...

Ainda aí, devemos nos espelhar nos exemplos da natureza.

A árvore somente se mantém em pé porque se faz flexível diante dos embates.

Enquanto o vento a faz dobrar-se, as raízes se firmam no solo, tornando-a mais forte e resistente.

Mesmo quando as baixas temperaturas do inverno lhe crestam a ramagem, ela não desiste, permanece em pé, aparentemente vencida, para, logo mais, enfeitar-se novamente com folhas e flores e continuar em busca do sol, sua fonte de vida.

Pensando a respeito dessas singelas experiências da natureza, poderemos entender os objetivos do sofrimento em nossas vidas.

Jesus, o Espírito mais sábio de que a Terra teve notícias, alertou que nada há oculto que não venha a ser descoberto. Essa é a realidade da qual não poderemos fugir, por mais que tentemos.

Assim sendo, é decisão inteligente de nossa parte agirmos de tal forma que, se forem divulgados nossos pensamentos e atos, de nada tenhamos que nos envergonhar.

Em outras palavras, é importante que nossa vida seja um livro aberto, do qual não tenhamos de arrancar nenhuma página ou adulterar nenhuma linha, na tentativa de enganar a ninguém, muito menos de enganar a Deus.

* * *

Uma das causas de sofrimento dos Espíritos é o fato de perceberem que os equívocos cometidos não se apagaram com a morte.

Muitos tentam fugir de suas vítimas, que os aguardam no além-túmulo, ou fugir de si mesmos, tamanha a carga negativa que acumularam na própria consciência.

Assim, enquanto estamos a caminho, repensemos nossos valores, nossas atitudes.

E se percebermos que não estamos agindo de acordo com a sã consciência, corrijamos o nosso passo, para nosso próprio bem.
Redação do Momento Espírita.

30/08/14

Na Mesma Medida

Em uma conhecida passagem evangélica, Jesus afirma que cada um será medido com a medida que aplicar aos outros. Tem-se aí um princípio de justiça, já revelado no comando de amar ao próximo como a si mesmo.

Pelo mandamento do amor, surge o dever de tratar o semelhante como se gostaria de ser tratado, se estivesse em seu lugar. A ideia básica é uma igualdade essencial entre todos os homens. Embora diferentes pelas posições que ocupam na vida em sociedade, nenhum possui essência apartada da dos demais. Evidentemente, há criaturas mais adiantadas, cuja bondade e sabedoria causam admiração. Entretanto, na origem e no fim todos se aproximam. Saídos da mais absoluta simplicidade chegarão à plenitude das virtudes angélicas. Enquanto percorrem a longa jornada, devem se auxiliar mutuamente.
Na Mesma
A lição cristã cinge-se basicamente à fraternidade. É possível sofisticar o pensamento e encontrar nuanças preciosas nos ensinamentos do Cristo. Mas é preciso cuidado para não esquecer o básico, nessa busca de detalhes, por valiosos que sejam. O essencial reside em aprender a olhar o próximo como um semelhante, um irmão de caminhada.

Se ele se apresenta vicioso e de convívio pouco atrativo, nem por isso deixa de ser uma preciosa criatura de Deus. Justamente perante os equivocados do mundo, convém refletir sobre a igualdade da medida.

À parte os Espíritos puros, que já percorreram todos os degraus da escala da evolução, os demais cometem erros. Mesmo homens bem intencionados por vezes erram. Não se trata de uma tragédia, na medida em que a vida propicia meios de reparar os estragos e seguir em frente. Uma visão estreita da Divindade pode levar à concepção de que Ela sempre está a postos para punir suas criaturas. Entretanto, não é assim.

As Leis Divinas encontram-se escritas na consciência de cada Espírito. Elas visam à educação e à evolução dos seres, não a sua punição. O rebote do desconforto que a violação da lei provoca destina-se a incentivar a retomada do caminho correto.

É possível ignorar os protestos da própria consciência um tempo, mas não indefinidamente. Sempre surge o momento em que ela fala alto e atrai as experiências retificadoras do mal cometido. Ocorre que o mesmo homem que encontra desculpas para seus equívocos, por vezes, é severo crítico do semelhante. Ao assim agir, molda em seu íntimo um juiz implacável.

Quando chegar a sua hora de prestar contas dos próprios atos à eterna justiça, as medidas desse juiz severo é que lhe serão aplicadas. Ciente disso, convém treinar um olhar indulgente para as falhas alheias. Não se trata de tentar burlar a incidência da justiça divina, sempre perfeita. Mas de não valorizar em excesso a sombra e a dor e de compreender a falibilidade natural do ser humano.

Pense nisso!
By Ramon Silva in Amor,

26/08/14

É amando que somos amados.

Olá, bom dia amigas(os), como estão?

Trago uma linda reflexão para o nosso dia. Espero que gostem!

Uma caneta!
Hoje estava levando meu pai para fazer  o teste de tipagem sanguínea para a cirurgia dele e algo me chamou a atenção... um simples fato.

Chegamos ao Pronto Socorro, preenchi a ficha e fiquei aguardando e aos poucos fui observando o meu redor, eram semblantes sérios, desanimados, de dor, mas interessante que não só dos pacientes, mas também dos funcionários.

Claro que um hospital é um ambiente que envolve muitas emoções e nem sempre boas, mas fiquei pensando que poderia ser diferente, que poderia haver algo que pudesse tornar o ambiente mais agradável.


Afinal, somos nós que estabelecemos a sintonia com a espiritualidade, quando nos empenhamos em bons sentimentos/pensamentos certamente a ligação com os amigos espirituais se torna mais sólida, agora quando nos apegamos a sensações negativas fica tudo muito mais complicado.

Sim, existem situações que nos entristecem, problemas que parecem tirar nossas forças e dificuldades que tanto abalam nosso equilíbrio, mas são nesses momentos cruciais que devemos nos apoiar a fé!

Como a fé é a luz que irá iluminar todos os caminhos.

Mesmo que estejamos a atravessar um período conturbado, quando as provas se acumulam,  quando o terreno parece repleto de espinhos, o que sempre irá aliviar nossas dores é a fé!
Porque com fé iremos criar pontes onde parece existir apenas o abismo.

Pois bem! Estava assim perdida nos meus pensamentos, quando meu pai foi chamado para realizar o exame. E que chamou era uma enfermeira muito novinha, que ensaiava um sorriso tímido e imediatamente gostei dela.

Entramos na sala, ela muito simpática, explicou o procedimento e começou a fazer as perguntas. Nessa hora, parou um pouco e muito sem jeito, me pediu desculpas, porque havia se atrasado e na correria estava apenas com uma caneta verde e que não poderia usar essa cor para que eu preenchesse o termo de responsabilidade. Então teria que ao final do procedimento ir comigo até a recepção e usar a caneta que as recepcionistas tinham. E que isso, infelizmente estava atrasando o atendimento.

Diante da minha cara de espanto( tipo não entendi ou o que tenho a ver com isso???), ela tentava se desculpar, dizendo que não conseguira nenhuma outra caneta e que só iria resolver esse problema na hora do almoço quando conseguiria comprar outra.

Acredito que devam estar com os mesmos pensamentos que eu tive na hora:
- Um hospital desse tamanho e ninguém tem uma caneta para emprestar????

- E como ninguém fazia nada, afinal, era um fato que estava sim causando um certo transtorno. Um absurdo.

- E por que a garota não tomava uma atitude? Ia ficar de braços cruzados?

E lá vão pensamentos, julgamentos, achismo e até pensei em falar algo, demonstrar que achava um absurdo e etc, etc, quando ouço a voz do meu grande mentor:

- Não julga! Você só conhece parte dos fatos! Ao invés da posição de julgadora, pensa como pode ajudar...

Bem, eu ia responder, mas como ando devendo alguns favores ao meu mentor, achei melhor manter a cara angelical e fiquei pensando...

Plim!!! Calma, isso significa que me veio a luz! E quem falar algo... melhor deixar para lá, viu Aniel, como sou um anjinho?

Eu respondi para a moça:
- Não precisamos ir a outra sala, eu tenho uma caneta.

-Ah, que bom! A maioria dos pacientes não tem, e nem posso falar nada, nem eu tenho – e deu uma risadinha nervosa.

- Meu Deus! Será que tem algodão para passar no meu pai????? Mas algo me fez não ser irônica.

Preenchi o termo e quando fui guardar a caneta, parei, pensei e falei:

- Fica com caneta.

Queridos, a cara da atendente, parece que recebia uma joia!

-Sério??? Nossa, você salvou o meu dia! Não sabe o que fez por mim. E me deu um abraço.

Genteeeeee.

- Menina se comporta, devolve a caneta!!! E sua mãe não te falou para não encher a cara logo cedo??? Calma, foram só pensamentos!

Genteee, ela ficou muito feliz e quando fui embora dizia:

- Vai com Deus, que Ele te abençoe! E falava com tanto amor, sorrindo, era como se eu tivesse feito uma coisa tão fora de série.

E eu saí sentindo toda aquela energia boa, como um passe...

E pensativa...Muitas vezes percebemos situações desagradáveis,  tristes ou que não concordamos e aí adotamos a revolta, o pessimismo ou pior passamos a julgar, condenar atitudes e nos esquecemos que também podemos auxiliar.

Um simples gesto... O amor pode ser espalhado de inúmeras maneiras, ocorre que sempre vamos alimentando a ideia de que para demonstrar amor só se for algo grandioso, quando na verdade, o amor é simples, tão simples.

Claro que não devemos ser coniventes com o erro, não foi isso que Jesus ensinou, mas ao invés de apenas sermos carrascos, buscarmos alternativas.

Que tal observarmos as pessoas com os olhos da alma? Porque na maioria das vezes olhamos a forma, o jeito, o que nos agrada ou desagrada, as atitudes e esquecemos de olhar a essência.

Todos temos algo de bom.

E mais ainda todos podemos fazer algo para auxiliar, para combater uma dificuldade alheia.
Podemos ser uma ponte de esperança para alguém. Não fiquemos a esperar pelos grandes gestos, a cada dia, a cada instante podemos fazer a diferença em uma situação.

Não busquemos os títulos, honrarias, mas a simplicidade, a humildade, a verdadeira fraternidade que não se perde em quem/onde/quanto/quando.

Antes de dizermos apenas: É um absurdo e demonstrarmos nossa indignação, procuremos perceber se não podemos levar alívio para aquela dor, para aquele incomodo.
Quando nos irritamos estamos apenas contribuindo com as forças do mal para que o ambiente fique mais conturbado e como isso nos faz mal. Agora quando buscamos a serenidade, a caridade, como as forças do bem chegam e a tudo clareiam.

Claro que devemos lutar pelos nossos direitos, combater o que não é correto, vencer barreiras, ter respeito, tudo mais, só que sempre de uma forma em que não percamos a nossa razão.
Tenhamos em mente: Jesus Cristo. Ele é o Caminho, Verdade e Vida. Sempre!

E a espiritualidade maior está sempre pronta para nos auxiliar, mas carece de nossa parte também. Que nos coloquemos a disposição, que aceitemos servir em nome do amor, que mantenhamos a chama da fé acesa dentro de nós.

Quanta coisa podemos realizar! E começando por um simples gesto...

E seremos sempre o que mais receberemos... Não preciso dizer que sai do hospital envolta numa energia tão boa, energia que foi capaz de liquidar meu cansaço físico, estava tão cansada, e com o abraço da garota, a sua alegria, nossa parecia que estava renovada.

E apenas uma caneta... Percebem?

Todos nós passamos por situações assim todo dia, será que já percebemos? Deus nos dá infinitas oportunidades de auxiliarmos e também sermos auxiliados.

É amando que somos amados.
E como o amor é belo!!!!
É isso  queridos, que possamos compartilhar desse amor, sempre!

E iremos nos surpreender como um simples gesto de amor transforma corações!

Quis compartilhar esse simples fato que ocorreu hoje cedo e que me trouxe tanta coisa boa, na alma, no coração e na mente!

Fiquemos com Jesus!
Sônia Carvalho

14/08/14

O nó do Afeto

Numa reunião de pais, numa escola da periferia, a diretora incentivava o apoio que os pais deveriam dar a seus filhos.


Ela insistia que eles deveriam dar um jeito e, mesmo todos trabalhando fora,
deveriam encontrar uma forma de se fazer presente.
Nó
Ela ficou muito surpresa quando um pai se levantou e contou, no seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de ver o filho durante a semana pois quando saía para trabalhar, muito cedo, a criança estava dormindo.

Quando voltava era tarde e a criança já estava na cama.

Se ele não fizesse isso não teria como sustentar a família.

Mas, ele tentava se redimir indo beijar o filho todas as noites quando chegava em casa e, para que o filho tivesse certeza da sua presença, dava um nó na ponta do lençol.

Isso acontecia religiosamente todas as noites!

Quando o menino acordava sabia, através do nó, que o pai tinha estado ali para beijá-lo.

O nó era o elo de comunicação entre o pai e o menino.

Mais surpresa ficou a diretora quando constatou que o menino era dos melhores alunos da turma.

Essa história nos faz refletir como são muitos os jeitos de um pai, mesmo sem tempo, se fazer presente na vida dos filhos.

Você já deu um nó no lençol de seu filho?

A família tem um papel fundamental no desempenho do aluno.
Desc. Autoria

11/08/14

Amor a dois

Numa época, qual a que vivemos, em que o número de separações, divórcios e desvinculações afetivas supera o número dos casamentos, falar a respeito do verdadeiro amor parece ser quase uma loucura.


Mas, possivelmente, por termos esquecido o que ele seja e como deva ser trabalhado, é que as estatísticas se apresentem tão tristes.
Amor
Por isso, é bom termos em mente que o amor a dois começa quase sempre numa troca de olhares, em que a tônica mais forte é o brilho intenso, demonstrando a chama interna que aguardou, desde muito, aquele momento.

O amor começa quando se encontra alguém e esse alguém quase nos faz parar o coração por alguns segundos, para depois desandar num ritmo tão acelerado, que nos recorda o tropel de corcéis selvagens em extensa campina.

Os olhos se enchem de lágrimas à simples visão do outro e, tudo que se refere a ele parece ter um toque de magia.

Quando o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar junto chegar a apertar o seu coração, não deixe de agradecer a Deus pelo presente divino. O amor chegou.

Se um dia você tiver que pedir perdão ao seu par por algum motivo e em troca receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos; se os gestos valerem mais que mil palavras, tenha certeza: a chama do amor está bem acesa.

Se, por algum motivo, a tristeza envolver os seus dias, se você tiver um revés e o seu amado sofrer com seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, guarde a certeza de que você poderá contar com ele em qualquer momento de sua vida. Porque ele ama você.

Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...

Se, na ausência dela, de olhos fechados, você conseguir senti-la ao seu lado...

Se você ficar ansioso pelo encontro que está marcado à noite, depois de vários anos de consórcio matrimonial...

Se você não consegue se imaginar sem o apoio daquela pessoa a seu lado...

Se você tiver a certeza de que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção de que vai continuar querendo e amando...

Se você preferir doar a sua vida, antes de ver a outra partindo...

É o amor que chegou na sua vida. É uma dádiva. É um dom. É uma conquista.

Existem pessoas que se apaixonam muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.

Ou, às vezes o encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem permitir que aconteça na totalidade.

Por isso, viva com atenção. Esteja atento aos sinais. Não deixe que as loucuras do dia a dia o ceguem para o que há de melhor na vida: o amor.
* * *
Não se canse de amar e permita-se amar. Cultive o amor a dois, para que ele possa se multiplicar na bênção dos filhos e se ramificar, nos anos da velhice, aconchegando os netos.

Ame todos os dias, mas nunca o demonstre da mesma maneira. Modele gestos, inclua novas atitudes, surpreenda, tempere-o sempre com o sabor de novidade.

E, se tudo isso lhe parecer inusitado, diferente, comece hoje a cultivar o amor a dois, na intimidade do seu lar, para sua e felicidade de seu par, para alegria de seus filhos e consolidação do seu lar.
Redação do Momento Espírita, com base na poesia
O amor, de Carlos Drummond de Andrade.
Em 8.8.2014.

29/06/14

Ainda existe pessoas integras

Uma questão de integridade

Certa vez, uma revista internacional publicou um artigo a respeito de um jogador de Squash, chamado Reuben Gonzales.

Em um torneio profissional em que, pela primeira vez, tentava a vitória e estava invicto, ao final do jogo, ele fez uma jogada decisiva.
Jogador de Squash
O juiz da partida deu o ponto, aceitando a jogada, afirmando que fora correta.

Gonzales hesitou alguns instantes. Depois, virou-se, cumprimentou o seu adversário e declarou que sua jogada não era válida.

Antes de bater na parede, disse ele, a bola tinha quicado no chão da quadra.

A sua honestidade lhe valeu, como resultado, a perda da partida. Quando deixou a quadra, todos se mostravam surpreendidos com sua atitude.

No número seguinte da mesma revista, o jogador foi matéria de capa. A grande indagação, para a qual ninguém achava uma resposta plausível, era:

Por que ele tivera aquela atitude, não aceitando o ponto ganho?

Como entender uma atitude como aquela em um jogo decisivo, em uma disputa esportiva?

Como um jogador, com tudo a seu favor, uma decisão oficial, a vitória em suas mãos, se desqualifica a si mesmo e perde a partida?

Enquanto tantos discutiam, o artigo era lido por muitos, alguém resolveu perguntar ao próprio Reuben o porquê de tudo aquilo.

A resposta foi curta e serena: Era a única coisa que eu poderia fazer para manter minha integridade.
*   *   *
Em tempos em que a corrupção anda à solta, nos mais diversos setores, em que muitos homens esqueceram o que é ser íntegro, a atitude do jogador exemplifica a nobreza de caráter.

Quando tantos alardeiam que o melhor é levar vantagem, é enumerar vitórias, não importando a que preço, é importante se pensar a respeito dos verdadeiros valores da vida.

Honra, caráter, integridade são palavras tolas para muitos.

Felizmente, também se encontram, na sociedade, homens e mulheres para quem esses valores são essenciais em suas vidas.

Felizes todos os que assim entendemos. E nos esmeramos em ensinar aos nossos filhos, todos os dias, que mais vale a honra do que um troféu.

Mais vale um salário menor, conseguido com esforço e dedicação do que muito dinheiro, fruto da mentira e da desonestidade.

Melhor uma nota mais baixa na escola, mas fruto do próprio estudo do que louvores indevidos, conseguidos à custa de cola ou outras incorreções.

Não é nova a questão de se optar entre o correto e o incorreto, entre o bem e o mal.

Trata-se de uma decisão pessoal. Mas, como tudo é passageiro na Terra, as glórias mundanas passam rápidas.

E na alma de quem se permitiu a desfaçatez, a mentira e o engodo, fica somente a tristeza de saber que verdadeiramente de seu nada possui.

Pode gozar o corpo, satisfazer-se o prazer, mas a consciência sempre dirá a quem assim procede que tudo o que conquistou não lhe é devido.

Feliz o homem que alcança os louros da vitória por seus méritos e que, sem medo, pode olhar a todos de frente, sem temer acusações da própria consciência.

Pensemos nisso e nos esmeremos em trabalhar o nosso caráter, exemplificando o bem, a verdade, a integridade.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. Integridade, de Denis Waitley, do livro Histórias para o coração do homem, de Alice Gray e Al Gray, ed. United Press. 
Em 02.07.2009. 

23/02/14

"A Afabilidade e a Doçura"

 Doçura
6 – A benevolência para com os semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que são a sua manifestação. Entretanto, nem sempre se deve fiar nas aparências, pois a educação e o traquejo do mundo podem dar o verniz dessas qualidades. Quantos há, cuja fingida bonomia é apenas uma máscara para uso externo, uma roupagem cujo corte bem calculado disfarça as deformidades ocultas! O mundo está cheio de pessoas que trazem o sorriso nos lábios e o veneno no coração; que são doces, contanto que ninguém as moleste, mas que mordem à menor contrariedade; cuja língua, doirada quando falam face a face, se transforma em dardo venenoso, quando falam por trás.

A essa classe pertencem ainda esses homens que são benignos fora de casa, mas tiranos domésticos, que fazem a família e os subordinados suportarem o peso do seu orgulho e do seu despotismo, como para compensar o constrangimento a que se submetem lá fora. Não ousando impor sua autoridade aos estranhos, que os colocariam no seu lugar, querem pelo menos ser temidos pelos que não podem resistir-lhes. Sua vaidade se satisfaz com o poderem dizer: “Aqui eu mando e sou obedecido”, sem pensar que poderiam acrescentar, com mais razão: “E sou detestado”.

Não basta que os lábios destilem leite e mel, pois se o coração nada tem com isso, trata-se de hipocrisia. Aquele cuja afabilidade e doçura não são fingidas, jamais se desmente. É o mesmo para o mundo ou na intimidade, e sabe que se podem enganar os homens pelas aparências, não podem enganar a Deus.         
LÁZARO
Paris, 1861
Capítulo IX- Ítem 6 da Obra O Evangelho Segundo o Espiritismo
Allan Kardec

15/02/14

Os animais e o homem


Aconteceu em junho de 2013 e a notícia foi veiculada internacionalmente, tornando celebridade uma menina indiana, de apenas quatorze anos de idade.


Nos últimos dez anos, muitos conflitos aconteceram entre elefantes e homens, no centro e no leste da Índia, resultando na morte de duzentos elefantes e oitocentas pessoas.
Gatinho
Quando a área residencial da cidade de Rourkela foi invadida por uma manada de onze elefantes, vinda de florestas próximas, o pânico tomou conta da população.

As autoridades tentaram conter a manada, sem sucesso. Finalmente, conseguiram direcionar os elefantes para um estádio de futebol.

O que fazer com eles, como levá-los de volta para a floresta era a grande dificuldade.

Foi quando Nirmala Toppo foi lembrada. Corria a notícia de que uma menina camponesa, que vivia na cidade próxima de Jharkhand, falava com os elefantes.

Ela veio, acompanhada do pai e outros membros da tribo. Foi até a manada e a levou de volta à floresta, caminhando com ela durante horas.

Como consequência, teve bolhas e infecções nos pés e nas pernas, necessitando, em seu retorno, de internamento hospitalar para o devido tratamento.

Não há provas científicas, alegam muitos, de que elefantes selvagens consigam entender humanos.

Alguns comentam que certas tribos convivem há tanto tempo com animais selvagens, inclusive elefantes, que conseguem se entender com eles.

O fato é que, quando elefantes invadem uma aldeia e destroem colheitas, os moradores pedem ajuda a Nirmala. E ela sempre tem sucesso.

A menina teve sua mãe morta por elefantes selvagens, o que a levou a desenvolver técnicas para afastá-los das regiões povoadas.

Ela alega conversar com os animais no dialeto de sua tribo, Mundaari, e consegue persuadi-los a voltar para o seu lugar de origem.

Com a ajuda do pai e de um grupo de garotos de sua aldeia, eles cercam a manada.

Então, Nirmala ora e depois fala aos elefantes: Esta não é a casa de vocês. Vocês precisam voltar para seu lugar.

  *   *   *

Sempre haverá os que não creem e tudo creditam a crendices de tribos não muito instruídas.

Contudo, recordamos que, no Século XII andou pelas terras da Europa um personagem peculiar, conhecido como o Cristo da Idade Média. Seu nome era Francisco de Assis.

Célebre é o seu discurso às aves, nos arredores de Assis, na estrada entre Bevagna e Cannara, no seu retorno de Roma, após ter falado com o Papa Inocêncio III.

E outro Francisco, o mineiro Xavier, não falava somente com cães e gatos, que demonstravam compreendê-lo, quanto falou com formigas, pedindo que se retirassem das roseiras de sua casa.

Alertou-as que, no dia seguinte, seu amigo intencionava matá-las, e elas foram embora.

Tudo em a natureza se encadeia por elos que ainda não podemos compreender. Os animais têm suas formas de comunicação entre si.

Colocados para servir ao homem, achando-se a ele submetidos, por que não o poderiam compreender?

Não dão mostras disso os nossos animais de estimação, que, dizemos, nos entendem?

Quanto ainda temos a aprender em termos de natureza, a respeito da grande inter-relação que há entre todas as coisas, desse grande encadeamento entre todos os seres, obra do mesmo Pai.

Pensemos a respeito.

Redação do Momento Espírita, com dados extraídos
do site www.sonoticiaboa.com.br e no cap. Oito, do
livro Francisco de Assis, o santo relutante, de
 Donald Spoto, ed. Objetiva.
Em 13.2.2014.

Refletindo ...


"NUNCA JULGUE,
APENAS COMPREENDA :
"RESPEITAR AS OPINIÕES DO OUTRO,
EM QUALQUER ASPECTO E SITUAÇÃO,
É UMA DAS MAIORES
VIRTUDES
QUE UM SER HUMANO PODE TER."