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Mostrando postagens com o rótulo Evangelho Segundo o Espiritismo

"A Afabilidade e a Doçura"

6 – A benevolência para com os semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que são a sua manifestação. Entretanto, nem sempre se deve fiar nas aparências, pois a educação e o traquejo do mundo podem dar o verniz dessas qualidades. Quantos há, cuja fingida bonomia é apenas uma máscara para uso externo, uma roupagem cujo corte bem calculado disfarça as deformidades ocultas! O mundo está cheio de pessoas que trazem o sorriso nos lábios e o veneno no coração; que são doces, contanto que ninguém as moleste, mas que mordem à menor contrariedade; cuja língua, doirada quando falam face a face, se transforma em dardo venenoso, quando falam por trás.
A essa classe pertencem ainda esses homens que são benignos fora de casa, mas tiranos domésticos, que fazem a família e os subordinados suportarem o peso do seu orgulho e do seu despotismo, como para compensar o constrangimento a que se submetem lá fora. Não ousando impor sua autoridade aos estranhos, que os colocariam no…

Os três homens iguais

Na velha cidade de El-Katif, apareceu uma vez um misterioso estrangeiro, um mago persa.
Comentava-se que ele se fazia acompanhar de três homens que eram rigorosamente iguais. Não se podia descobrir um traço fisionômico, um tique ou uma particularidade qualquer que permitisse distinguir um dos tais homens dos outros dois sósias. Tal notícia chegou aos ouvidos do rei Fahad, um poderoso monarca, que atingido por súbita curiosidade, declarou que queria conhecê-los. Um rico cortejo foi preparado e o rei, acompanhado de sua comitiva, dirigiu-se à tenda erguida pelo mago em pleno deserto. O soberano foi recebido com respeito e reverência, esclarecendo que desejava ver imediatamente os três homens iguais. Concordando, o mago tratou de acomodar todos dentro de sua luxuosa tenda. Quando todos encontravam-se sentados, o mago bateu palmas e pronunciou palavras que ninguém entendeu. No fundo da tenda, sobre um tablado, ergueu-se um pano, surgindo um homem magro, moreno, vestido luxuosamente à maneira dos …

Conhece-se a árvore pelo fruto

O Evangelho Segundo o Espiritismo A árvore que produz maus frutos não é boa e a árvore que produz bons frutos não é má; — porquanto, cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto. Não se colhem figos nos espinheiros, nem cachos de uvas nas sarças. — O homem de bem tira boas coisas do bom tesouro do seu coração e o mau tira-as más do mau tesouro do seu coração; porquanto, a boca fala do de que está cheio o coração. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 43 a 45.) Guardai-vos dos falsos profetas que vêm ter convosco cobertos de peles de ovelha e que por dentro são lobos rapaces. Conhecê-lo-eis pelos seus frutos. Podem colher-se uvas nos espinheiros ou figos nas sarças? — Assim, toda árvore boa produz bons frutos e toda árvore má produz maus frutos. — Uma árvore boa não pode produzir frutos maus e uma árvore má não pode produzir frutos bons. — Toda árvore que não produz bons frutos será cortada e lançada ao fogo. — Conhecê-la-eis, pois, pelos seus frutos. (S. MATEUS, cap. VII, vv. 15 a 20.) Tende cuidado …