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Mostrando postagens de Janeiro, 2013

A dimensão do amor

Quando nos enamoramos, o mundo toma as tonalidades da nossa emoção.


O céu é mais azul, as flores são mais viçosas, o coração anda atropelado no peito à simples lembrança da figura amada. É comum que os primeiros anos do casamento sejam coroados de gentilezas e comemorações.

Algo assim como a natural continuidade da doce fase do namoro.

É também bastante comum que, à medida que os anos se somem, arrefeçam os arroubos espontâneos do afeto, escasseiem os telefonemas, a oferta de flores.

É como se tudo fosse tomando ares de rotina.

Foi por isso que o oncologista, ao receber aquele casal em seu consultório, admirou-se com a postura do marido.

Era um comerciante de meia idade, ereto, recordando a formação militar.

A esposa era portadora de um câncer raro, terrível.

Concluída a consulta, o marido a acompanhou até a sala de espera e retornou para falar a sós com o médico.
Doutor, quando conheci minha esposa, há quarenta anos, e nos casamos, não tínhamos nada. Nem eu, nem ela.

A pobreza era nossa hóspede…

Triunfos do coração

Triunfos do coração 
Durante muitos anos ele foi repórter de revistas norte-americanas de sucesso. Habituou-se a cobrir todos os tipos de tragédias sensacionalistas.

No seu mercado de trabalho, logo descobriu que os editores só querem uma história de vitória para cada quatro ou cinco infortúnios.

Mais de uma vez ele foi dos primeiros a chegar e registrar cenas de assassinatos. Verdadeiras tragédias. Então, em 1999, estourou o caso Columbine, no Colorado. Treze pessoas mortas na escola de ensino médio. E os dois responsáveis se suicidaram a seguir.

Uma febre tomou conta da mídia que tentava descobrir o que havia de errado com as escolas norte-americanas.

O que havia de errado com as crianças? Com os pais? Com os professores? Todos os jornalistas se concentraram em descobrir o que havia de errado.

Chris Benguhe, o repórter bem remunerado a serviço da grande imprensa, fez uma pergunta diferente: “e o que há de certo?”

A verdade que constatou é que apesar de toda a tristeza do que acontecera em Co…

Instrumento de Deus, Simon Birch

Instrumento de Deus 
Simon Birch era um garoto especial. Ao nascer, surpreendeu pelo tamanho minúsculo e deformidades que o tempo se encarregaria de acentuar. As pernas eram tortas, dificultando-lhe o andar. Os braços curtos apresentavam mãos de dedos pequenos e disformes.

Cedo precisou de óculos para a visão deficitária e de aparelho para surdez.

Aos doze anos, sua estatura parecia a de uma criança de três anos, com a cabeça um pouco desproporcional ao tronco.

Tudo isso equivale a dizer que sua presença não era agradável.

Mesmo assim, Simon era um garoto que não se permitia derrotas. Alimentava uma enorme fé em Deus.

Acreditava, firmemente, que cada criatura tinha um papel especial a desempenhar no mundo, independente de sua estatura, cor da pele, condição social.


Dizia que Deus nada criava inútil. Quando lhe dirigiam gracejos por causa da sua estatura, das suas deformidades ou sua fraca habilidade para os esportes, afirmava categórico que Deus devia ter um motivo muito especial para tê-lo c…

O exemplo de Jesus

Jesus de Nazaré, numa atitude incomum em seu tempo, demonstrava apreço e respeito aos excluídos e discriminados, oferecendo igual atenção às diferenças de classe e sexuais; aos ladrões, às prostitutas, aos adúlteros, aos cobradores de impostos.
Um olhar cuidadoso na vida de Jesus irá revelar a criatura extremamente corajosa, o indivíduo que pregou a tenacidade diante de situações emocional ou moralmente difíceis e que não teve medo de enfrentar a desaprovação.
Jesus não receava correr riscos, porque seus valores não eram locais; em outras palavras, não eram analisados sob a luz de um enfoque particular e geográfico.
O Cristo estava imerso na plenitude do Criador; por isso, suas palavras faziam emergir das profundezas das criaturas os adormecidos “prazeres da alma”. Sua argumentação amorosa e lógica levava as pessoas a sentimentos muito intensos de alegria, prazer, admiração e entusiasmo.
O Mestre deixou claro que, para Deus, não havia eleitos – o reino dos Céus era uma conquista comum …

Dubiedade de valores

Muitos homens vivem segundo um sistema dúbio de valores.


Constituem-se em severos críticos dos semelhantes, mas se permitem muitas baixezas.

Reclamam dos políticos desonestos. Falam mal do colega preguiçoso.
Criticam a família do vizinho.
Entretanto, não guardam grande honestidade em seu atuar.
Se a oportunidade se apresenta, procuram o lucro fácil.
Se o caixa do mercado erra no troco, silenciam.
Na ausência do chefe, trabalham mais lentamente.
Usam o telefone da empresa para tratar de assuntos particulares.
Esse gênero de comportamento revela um caráter preguiçoso e hipócrita.
A criatura tem discernimento suficiente para identificar o comportamento ético ideal.
Tanto é assim que sabe quando seus conhecidos se desviam dele.
Entretanto, não se anima a viver com correção.
A pessoa que opta por ser leviana, sempre encontra desculpas para seu proceder.
Algumas frases permitem identificar alguém ocupado em justificar seus equívocos:
Não sou de ferro!
Sou apenas um homem!
A vida é curta!
Não sou santo!
Todo mu…

Amizade preciosa

Amizade preciosa 
Amizade é excelente presença de Deus no relacionamento das almas.

As referências à amizade se encontram desde o Antigo Testamento. É dito que quem encontrou um amigo possui um tesouro. É Jesus que nos dá o exemplo da preciosa amizade. Compulsando os Evangelhos, nós O vemos rodeado pela multidão. Servindo. Curando. Amparando. Ensinando.

Mas, nas noites estreladas, é na casa de Simão Pedro, em Cafarnaum, que Ele distribui as lições mais íntimas.

Para o Seu colegiado, para aqueles homens que haviam deixado suas famílias, suas vidas, para viver uma nova vida, Ele oferece a Sua amizade.

Compartilha Sua vida com eles. Não prescinde dos amigos.

Quando ia a Jerusalém, por lhe ser hostil a cidade, buscava refúgio na casa dos amigos de Betânia: Lázaro, Marta e Maria.

Dedica-se aos amigos. Quando Lázaro adoece, as irmãs o mandam chamar nas distâncias da Pereia. Dois dias de viagem até Betânia. E o amigo vem. Retira Lázaro das sombras do túmulo, pois que não estava morto. Somente em esta…

A raiz da violência

A raiz da violência 
O Terceiro Milênio chegou. Embora muitos tenham apregoado que ele seria negro, ele chegou de mansinho. E sem que nos déssemos realmente conta, estamos vivendo os dias de um novo século e de um novo milênio. Com a sua chegada, nos enchemos de esperança de um mundo melhor, pleno de paz. No entanto, o Terceiro Milênio herdou naturalmente tudo aquilo que os homens construíram nos milênios anteriores.

Por isso, ainda temos muitos problemas que preocupam as mentes dos homens nobres e os corações sensíveis.

Entre esses, um dos mais cruciais, com certeza, o problema da violência.

Os que residimos em grandes cidades afirmamos estar cansados da violência. Afinal, não podemos sair de casa sossegados. Se paramos o carro ao sinal vermelho, em pleno dia, corremos o risco de sermos assaltados.

Ao andarmos pelas avenidas, a trabalho, a passeio ou fazendo compras, nunca estamos livres de termos a bolsa roubada, a carteira surrupiada.

Nossas crianças vão para a escola e ficamos apreensivo…

Porque sofremos?

Uma palestra excelente de Raul Teixeira Porque sofremos?


Muitos deuses, um Pai

Muitos deuses, um Pai  Na Antiguidade muitos eram os deuses. Basta se consulte a mitologia e, perdendo-se no tempo, encontramos uma série diversificada de entidades denominadas deuses. Desde sempre, deram-se conta os homens que, além da esfera física, auxiliando-os em seus esforços, havia seres de outra dimensão. E, como não lhes pudessem compreender a essência, os conceberam com forma humana e lhes atribuíram suas virtudes e defeitos.

Assim, surgiram as versões dos tantos deuses, encarregados de variadas missões.

Ouvindo os sons retumbantes dos céus, imaginaram alguém que estivesse a bater com um enorme martelo sobre imensa bigorna e surgiu Thor, deus do trovão.

No mar, que os vencia tantas vezes, levando vidas preciosas, com seus caprichos de ressacas, ondas enormes, tempestades, colocaram um ser que a tudo presidia, caprichoso: Netuno.

E, porque os dias se sucedessem, sem que eles pudessem deter as horas, imaginaram um deus que a isso presidisse igualmente: Saturno, que devorava os própri…