Quando nos enamoramos, o mundo toma as tonalidades da nossa emoção.
O céu é mais azul, as flores são mais viçosas, o coração anda atropelado no peito à simples lembrança da figura amada. É comum que os primeiros anos do casamento sejam coroados de gentilezas e comemorações.
Algo assim como a natural continuidade da doce fase do namoro.
É também bastante comum que, à medida que os anos se somem, arrefeçam os arroubos espontâneos do afeto, escasseiem os telefonemas, a oferta de flores.
É como se tudo fosse tomando ares de rotina.
Foi por isso que o oncologista, ao receber aquele casal em seu consultório, admirou-se com a postura do marido.
Era um comerciante de meia idade, ereto, recordando a formação militar.
A esposa era portadora de um câncer raro, terrível.
Concluída a consulta, o marido a acompanhou até a sala de espera e retornou para falar a sós com o médico.
Doutor, quando conheci minha esposa, há quarenta anos, e nos casamos, não tínhamos nada. Nem eu, nem ela.
A pobreza era nossa hóspede…
O céu é mais azul, as flores são mais viçosas, o coração anda atropelado no peito à simples lembrança da figura amada. É comum que os primeiros anos do casamento sejam coroados de gentilezas e comemorações.
Algo assim como a natural continuidade da doce fase do namoro.
É também bastante comum que, à medida que os anos se somem, arrefeçam os arroubos espontâneos do afeto, escasseiem os telefonemas, a oferta de flores.
É como se tudo fosse tomando ares de rotina.
Foi por isso que o oncologista, ao receber aquele casal em seu consultório, admirou-se com a postura do marido.
Era um comerciante de meia idade, ereto, recordando a formação militar.
A esposa era portadora de um câncer raro, terrível.
Concluída a consulta, o marido a acompanhou até a sala de espera e retornou para falar a sós com o médico.
Doutor, quando conheci minha esposa, há quarenta anos, e nos casamos, não tínhamos nada. Nem eu, nem ela.
A pobreza era nossa hóspede…