01/02/2013

Boa vontade e simpatia

Boa vontade e simpatia 

Um homem adquiriu uma fazenda, e dias depois encontrou-se com um de seus novos vizinhos.

O senhor comprou esta propriedade? – Perguntou-lhe o vizinho em tom quase agressivo.

Comprei-a sim, meu amigo!
Cerca
Pois sinto lhe dizer que vai ter sérios aborrecimentos. Com as terras, comprou também uma questão nos tribunais.

Como assim? Não compreendo!

Vou explicar. Existe uma cerca, construída pelo proprietário anterior, fora da linha divisória. Não concordo com a posição dessa cerca. Desejo defender os meus direitos, e assim irei fazer!

Peço-lhe que não faça semelhante coisa – pediu o novo vizinho – acredito na sua palavra. Se a cerca não está no lugar devido, iremos e consertaremos tudo de comum acordo.

O senhor está falando sério? – Exclamou o antigo morador.

É claro que estou!

Pois se é assim – respondeu o reclamante – a cerca fica como está. O senhor é um homem honrado e digno. Faço mais questão de sua amizade do que de todos os alqueires de terra.

Assim, os dois vizinhos tornaram-se amigos inseparáveis.
*   *   *
Que virtude magnífica é a boa vontade!

Quantos conflitos poderão ser evitados, se nosso coração aprender a ouvir, a entender um pouco o outro.

Que virtude magnífica é a simpatia! Essa maneira alegre e respeitosa de receber as pessoas, quando podemos exercitar a gentileza, quando podemos exercitar o sorriso.

Tais virtudes estão dentro de uma maior, a mansidão.

A mansidão que não permite que a ira encontre guarida em nossa alma.

A mansidão que não se enfada por bagatelas, e nem toma como ofensa o que na realidade não é.

A mansidão que nos prepara para o perdão, evitando qualquer pensamento de vingança.

A mansidão que nos ensina a ser afáveis, gentis com todos, para que assim possamos colher bons frutos.

Aqueles que são simpáticos, aqueles que são gentis, naturalmente são mais amáveis, isto é, mais fáceis de serem amados.

Aqueles que procuram resolver as crises através do diálogo equilibrado, da boa vontade, facilmente escapam de criar para si inimigos, e assim vivem mais felizes.

Dessa forma, recebamos sempre com simpatia e boa vontade aqueles que se aproximam de nós.
*   *   *
Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra.

Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus.

Jesus foi a lição maior de brandura, de mansuetude.

Seu bondoso coração encontrou resistências sem fim na alma dos homens da Terra. Foi injuriado, desrespeitado, agredido, mas conservou-se sempre pacífico e calmo.

Que seu exemplo possa inspirar a modificação de nossas vidas, direcionando-as para a conquista de mais essa virtude.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. Boa vontade, do livro Lendas do céu e da Terra, de Malba Tahan, ed. Record e no cap. XI, do livro O Evangelho segundo o Espiritismo de Allan Kardec, ed. Feb. Em 1.2.2013.

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