15/10/2012

Professores


Professores
Professores 
Você recorda o nome de sua primeira professora?
Pois é, quase nunca lembramos. Mas, com certeza, recordamos dos nomes dos nossos professores universitários.
E não é pelo fato da proximidade de nossa formatura. Nós os lembramos pelo cabedal de conhecimentos, pela experiência e segurança, dentro de sua área de atuação.
Nós os recordamos porque partilharam das nossas lutas mais árduas, a fim de conseguirmos o tão ambicionado diploma.
Nós os lembramos porque estiveram conosco nas pesquisas e nas orientações particulares.
Também porque foram, muitas vezes, os que nos conduziram aos nossos primeiros estágios, ensaiando-nos para a carreira profissional.
Alguns nos orientaram em nossas teses e monografias, a fim de alcançarmos as especializações que almejávamos.
Temos razão em recordá-los e com gratidão. Entretanto, de nada adiantaria todo o conhecimento e a experiência deles na universidade, se não tivéssemos chegado até lá.
E somente chegamos até lá porque em nossa infância, alguém de extrema dedicação nos abriu a possibilidade da leitura, desvendando-nos o alfabeto.
Alguém que teve paciência suficiente para nos ensinar a decifrar os códigos da escrita. Que tomou da nossa mão e foi traçando os contornos das vogais e consoantes, a fim de que aprendêssemos a escrever.
Essa criatura foi nossa primeira professora. Enquanto brincávamos ou descansávamos após as horas da escola, ela se debruçava sobre livros à cata de contos e histórias para melhor ilustrar o ensino, no dia seguinte.
Enquanto nós dormíamos, ela estava criando e confeccionando materiais com suas mãos habilidosas. Eram personagens, gravuras, painéis para compor a próxima aula.
Tudo para que o estudo nos parecesse atraente e a escola nos conquistasse.
Crescemos. Hoje, quando lemos com fluência, até em outros idiomas, possivelmente nem nos recordamos das dificuldades dos primeiros momentos.
Após tantas conquistas e tantos anos passados, é bom nos lembrarmos da nossa primeira professora, aquela que descobriu a terra propícia da nossa riqueza interior e a despertou.
Aquela que nos ensinou os sons precisos das letras e como uni-las, a fim de formar palavras. Aquela que nos forneceu as noções básicas das operações aritméticas, a fim de que pudéssemos entender as noções de quantidade, pesos, medidas.
*   *   *
Se você tem hoje filho na escola e se emociona quando ele chega em casa, cantando uma pequena canção ou contando uma história, lembre: há uma criatura muito especial que se dedica de forma muito particular a ensinar-lhe muitas coisas, todos os dias.
Por isso, da próxima vez que seu filho olhar para uma placa ou painel de propaganda, em plena rua e começar a soletrar, tentando unir as letras para formar palavras e você o olhar com orgulho, não deixe de lembrar do tesouro precioso que é a escola.
Mais do que isso, não esqueça de agradecer, de vez em quando, à professora, por essas pequenas grandes conquistas do seu filho.

Redação do Momento Espírita, em homenagem à
Egédia Maria Therezinha Venzon.
Em 15.10.2012

3 comentários:

  1. olá amigos . que homenagem exuberante. Amei de coração. Vim te felicitar pelo dia de hoje. Você é o profissional indispensável para o desenvolvimento de todos os outros seres. Parabéns! Tem uma homenagem e um mimo pra você lá no meu blog.
    http://gracitamensagens.blogspot.com.br/2012/10/parabens-professor-voce-mestre-com.html#comment-form
    Um abraço
    Gracita

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  2. Linda homenagem, com certeza, seja qual for a profissão que venhamos escolher, precisamos do Professor sempre...São eles que nos ensinam, nos orientam, nos convidam a refletir e na hora de decidirmos é olhando os exemplos que conseguimos escolher bem! Ah! Eu lembro muito bem do nome da primeira Professora "Tia Neida", lembro da segunda "Professora Olga" e poderia aqui listar todos(as) que moram no meu coração! Parabéns sempre!

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  3. Olá:
    Eu lembro vagamente da minha primeira professora,pois mesmo naquela época já conhecia o alfabeto, da segunda série que era um "cão chupando cana": não gostava de negros e nem de pobres e batia co uma grossa régua nesses alunos. Ah! um dia ela quis me dar uma reguada bem forte no rosto, abaixei, saí correndo e fui chamar meu pai que queria bater nela dentro da classe, ficou a raiva e minha praga: que deveria viver tantos anos até chegar pedir a morte...Hoje ela tem 100 anos. Lembro do anjo de professora que encontrei na quarta série e naquele tempo, só ia pro ginásio( Hoje segundo ciclo do fundamental) quem passasse no exame de admissão. Ela foi meu porto seguro, era tão elegante, tinha a sutileza de uma rainha e, ensinou muitas coisas que foram as alavancas para meu sucesso, tenho até uma homenagem a ela no blog.
    Essa é a única professora que tenho saudades até hoje. Que Deus a tenha num lindo lugar!
    Você não esquece o professor que lhe humilhou e aquele que lhe amou.
    Beijos querida
    Lua Singular

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