13/07/2012

Sob o domínio do medo


Outro dia estive refletindo melhor sobre uma brincadeira que tenho feito dizendo que no meu mundo é proibido ter medo. E percebi que isto só estaria aumentando o medo, na medida em que tudo que é proibido atrai e "chama", porque nossa natureza íntima tem livre arbítrio.
Sob o domínio do medo
Foi ótima essa reflexão, também para mostrar como vamos pensando, sentindo e tomando posições, muitas vezes sem observar que incorremos naquilo que já não nos serve. Isso porque os hábitos do "ano 1000" estão corporificados, enraizados, e cada vez que recaímos, é uma oportunidade de ouro para reciclar mais alguma coisa e aumentar nosso poder interior.
Observei também que Moisés apresentou regras de conduta no negativo: não matar...., mas Jesus formulou dois mandamentos em linguagem positiva: amar a Deus acima de tudo e amar ao próximo como a si mesmo.
Juntei a lembrança de que alegria faz bem à saúde. Estar sempre triste é morrer aos poucos...
Só que não dá para ser alegre sentindo medo e vendo a negatividade de cada momento.
O que fazer?
Parar, refletir e verificar qual é e onde está a interpretação equivocada e preconceituosa que adotei. Porque a Vida é sempre certa, na medida em que é feita pelas Leis de Deus. Se algo vai mal, obviamente a razão disso está em meu modo de ver as coisas. Portanto: reciclar pensamentos é o caminho da solução!
Feito isso, concluí que costumamos confundir medo com atenção, zelo, providências, cuidados necessários, prudência e precaução, que são atitudes que nos colocam em boa situação, protegem-nos dos perigos e previnem aborrecimentos.
No entanto, nada disso tem a ver com medo, que é uma fixação em coisas más, uma espécie de perversão da naturalidade da Vida, uma negação de que somos um projeto de Deus, destinados ao sucesso e a felicidade.
Pode-se dizer, com certeza, de que o medo é a manifestação do mal que está instalado dentro de nós. Porque ter medo é estar focado em algo ruim, indevido e machucante; é esperar o pior e é plasmá-lo, como conseqüência natural da nossa ação sobre os fluidos.
O que sentimos e pensamos molda e qualifica os fluidos, a começar pelo perispírito. Expandem ao nosso redor e cada vez mais longe. Também, essa energia, em mim e espalhada por mim, gera conseqüências proporcionais as suas características, em extensão e em intensidade.Em outras palavras, sentir e pensar com medo é criar o mal dentro de mim e projetá-lo no ambiente. Poluição da pior espécie...
Na medida em que a maioria das pessoas, numa linha geral, pensa e age da mesma maneira, e na medida em que não fomos educados a observar o efeito dos nossos dos pensamentos dentro de nós, seguimos pensando e plasmando horrores energéticos, e convivendo com essa negatividade, sem perceber o quanto prejudicam.
E não sabemos porque a vida está com tantas complicações, acontecem tantos transtornos! Deve ser azar!
Achamos que é necessário ter medo, que ele nos defende das coisas ruins e nos preserva da dor e da morte... Mas é o contrário! O medo é um tipo de veneno funcionando lentamente, até nos quebrar e nos descaracterizar.
Como sociedade já não aceitamos a violência, nem a imposição de valores morais pela força, mas ainda não estamos convictos de que quem usa o medo para nos dobrar ou fazer obedecer, quer é nos dominar. Seja quem for que faça isso!
Povos da Natureza não têm medo. Povos dominados por certas religiões morrem de medo de tudo, a começar por Deus...
Mas, na mesma medida em que adquirimos essa falta de confiança e de autodomínio, esse desvio psicológico chamado medo, podemos eliminá-lo de nós, ocupando, gradativamente, seu lugar com o conhecimento das Leis que regem a Vida. Elas são todas favoráveis a nós, a começar pelo fato de sermos imortais, reencarnantes, estarmos evoluindo todo tempo e termos livre arbítrio para decidir o que nos convém e o que já podemos dispensar.
Se fazem séculos que adquirimos e cultivamos o medo, já temos suficiente inteligência e perspicácia para encontrar formas de driblá-lo e desgastá-lo, até que possa ser extirpado e nos sintamos libertos de um espinheiro sufocante.
Medo produz doenças, sobretudo renais e causa distúrbios mentais, fobias e também obsessão.
Eterno retorno: amar a vida como ela se revela
Rita Foelker
Nietzsche é um filósofo com muitas facetas. Olhar para Nietzsche como se ele fosse um plano ou uma figura geométrica simples é o que muitos fazem, classificando-o como mensageiro da morte de Deus, como niilista ou como tendo ligações com o Nazismo. A personalidade complexa de um ser humano atormentado, no entanto, esconde outros aspectos interessantes.
Existem momentos do pensamento nietzscheano verdadeiramente dignos de reflexão, em especial aqueles que nos convidam a amar a vida tal qual ela se revela no momento (amor fati, ou "amor ao destino"), a renúncia às metas de longo prazo e a imersão na experiência do presente.
Parece que vivemos, muitos de nós, aguardando algo melhor que a vida venha a nos oferecer, ou lamentando por não ser ela diferente. Outras vezes, vivemos culpas e arrependimentos que nos maltratam, mas que, a rigor, pouca ou nenhuma diferença fazem no universo fora de nós.
No mito conhecido como o "eterno retorno" transcrito, a seguir e em parte, de A Gaia Ciência, Nietzsche escreve: E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: "Esta vida, assim como tu a vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes; e não haverá nela nada de novo, cada dor, cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indizivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e seqüência - do mesmo modo e no mesmo instante e eu próprio. (...)" Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasse assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderias: "Tu és um deus, e nunca ouvi nada mais divino!"
Algumas vezes associado à idéia da reencarnação, o que não nos parece apropriado quando o examinarmos em relação ao pensamento de Nietzsche, o eterno retorno é um mito que nos faz pensar em nossas escolhas, sobre as quais recai o peso de nossa responsabilidade. Se tivéssemos que viver novamente, escolheríamos a mesma vida com satisfação, ou amargaríamos a situação de carregar nas costas "o mais pesado dos pesos" - expressão do próprio filósofo - representado pela repetição detalhada de todos os nossos atos e suas conseqüências?
Implícita surge a questão: somos felizes com a vida que escolhemos? Estamos satisfeitos com as grandes e pequenas escolhas diárias que compõem nossa vida?
Abraçamos com prazer o que o movimento da vida nos oferece, ou vivemos a almejar algo diferente? Pois também é usual aceitar que vivemos de forma insatisfatória e projetar as coisas almejadas para a frente - o que faremos quando formos adultos, quando tivermos dinheiro, quando nos aposentarmos... Contudo, o minuto presente é a verdadeira e única oportunidade que todos temos. Como nos recorda Emmanuel pela mediunidade de Chico Xavier, na mensagem "Tranqüilidade": Valorize os minutos. Tudo volta com exceção da hora perdida.
Valorizar é ser grato pelo que recebemos e percebê-lo como riqueza da experiência humana no mundo. Mas é também dirigir nossa vontade e nossas ações com cuidado, para sermos mais capazes de amar nosso destino, e menos procurados pela voz do arrependimento, em nossa solitária solidão de Espíritos que unicamente respondem a si mesmos.
Lei de Atração ou Afinidade
semelhante atrai semelhante
tudo que acontece em sua vida é você que atrai, pelo que sente e pensa
quem pensa no que não quer, atrai isso
quem pensa no que teme, atrai isso
quem pensa no que quer, atrai isso
atraímos o que focamos com o pensamento
atraio aquilo em que mais penso, seja o que for
pensamentos transformam-se em coisas fluídicas e físicas
quanto mais emoção há no pensamento, mais ele atrai o que é semelhante ao seu teor
a lei de atração não julga se é bom ou ruim, apenas responde aos seus pensamentos
toda intenção, todo desejo cria vibrações no campo quântico, qualifica e molda os fluidos e atrai proporcionalmente
pensamento positivo é mais poderoso que negativo
critério: com esse pensamento, sente-se bem ou mal?
Cristina Helena Sarraf (para o amigo Mário)
CEM - Grupo Espírita de Iniciativas Doutrinárias 
Fone/Fax: (011)6192-8137 - Cristina Helena Sarraf (Direção geral)
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