08/06/2012

Contágio do amor


Agnes Gonxha Bojaxhin é uma pessoa desconhecida do mundo. Isso porque, ao ingressar na congregação Irmãs de Loreto, ela adotou o nome de Tereza, e assim ficou conhecida.
Falamos de Madre Tereza de Calcutá. Nascida na Albânia, ao receber notícias da miséria na índia, comoveu-se e decidiu trabalhar pelos seus irmãos em sofrimento.
Com a ajuda de ex-alunas, meninas abastadas, ela fundou uma Ordem e passou a recolher os miseráveis na rua.
Também fundou casas para alcoólatras, drogados, aidéticos, hansenianos e de reabilitação de prisioneiros.
Foi aureolada no ano de 1979, com o prêmio Nobel da paz, por ter se dedicado quase 50 anos aos desamparados.
Ninguém pense, porém, que lhe foi fácil a decisão e o empreendimento.
Como toda obra de valor, lhe exigiu sacrifícios e renúncias grandiosas. Como freira, lecionava em um colégio de meninas ricas.
Ao presenciar, durante uma viagem de trem, a mistura de homens e animais amontoados, extremamente sujos e com odor desagradável, é que decidiu fundar a Ordem das Missionárias da Caridade.
Ante as dificuldades que se apresentavam, que incluíam perseguições dos que não lhe entendiam a nobreza dos gestos e seu amor pelos párias, chegou a pensar em desistir.
Em uma das oportunidades, assim se expressou: Meu Deus, por livre escolha e por Teu amor, desejo permanecer aqui e fazer o que a Tua vontade exige de mim. Não! Não voltarei atrás.
A minha comunidade são os pobres. A Tua segurança é a minha. A Tua saúde é a minha. A minha casa é a casa dos pobres.
Não apenas dos pobres, mas dos mais pobres dos pobres. Daqueles de quem as pessoas já não querem se aproximar, com medo do contágio e da sujeira, porque estão cobertos de micróbios e vermes.
Daqueles que não vão rezar nos templos, porque não podem sair nus de casa. Daqueles que já não comem porque não têm forças para comer.
Daqueles que se deixam cair pelas ruas, conscientes de que vão morrer e ao lado dos quais os vivos passam, sem lhes prestar atenção.
Daqueles que já não choram, porque se lhes esgotaram as lágrimas. Dos intocáveis.
E ela ficou ao lado dos miseráveis. Encontrou um bebê semimorto, num lixão. Fez respiração boca-a-boca. Disseram que a criança estava morta.
Ela insistiu e quando o bebê deu sinal de vida, ela o apertou contra o peito e gritou: Está vivo! E o levou para casa.
Muitas criaturas foram contagiadas pelo seu amor.


Um casal a procurou e lhe entregou uma grande quantia em dinheiro.

Disseram-lhe que tinham se casado há dois dias. Tinham resolvido não usar trajes nupciais, nem celebração e lhe trouxeram o dinheiro.
Amavam-se tanto que desejavam compartilhar a alegria de seu amor com os pobres.
Um senhor chegou com seu filho pequeno. Disse-lhe que o menino gostava tanto dela que resolveu guardar a mesada para dar de presente aos pobres.
Ele ficara tão sensibilizado com a atitude do filho, que decidira deixar de fumar e beber há um mês e a economia se destinava a ela.
Quando alguns budistas japoneses souberam que a Congregação de Madre Tereza jejuava toda primeira sexta-feira do mês, para destinar aquela economia aos pobres, fizeram o mesmo.
Enviaram para ela o resultado da sua arrecadação. Com esse dinheiro, foi construído o primeiro andar da casa que tinha por objetivo abrigar meninas libertas do cárcere.
Madre Tereza morreu aos 87 anos. O contágio do seu amor prossegue a dar frutos.
Suas casas de atendimento se espalham por 119 países, num total de 560 unidades. Treze delas, no Brasil.
O que conta não é o que fazemos, mas o amor que colocamos no que fazemos, lecionava Madre Tereza.

Redação do Momento Espírita com base em dados colhidos 
na Internet, a respeito de Madre Teresa de Calcutá. 
Em 13.04.2009.

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