16/05/2012

Se eu fosse Deus


Certo dia, lendo o artigo de um poeta, publicado no jornal, um parágrafo nos chamou atenção.
O poeta falava sobre a hipótese de um ser humano ser Deus por uma semana.
E dizia que, caso ele fosse Deus, “um minuto seria suficiente para tomar uma única decisão.”
“Sob a humaníssima – e jurídica – forma de lei. Na qualidade de Deus, chamaria o meu anjo-secretário e ditaria os dois artigos singelos da minha lei:”
"Art. 1.º – ficam a partir deste instante abolidos, em todos os quadrantes do terceiro planeta do sistema solar, na periferia da Via-Láctea, a miséria, o desamor, a injustiça, a doença, a ignorância, a guerra e a morte.”
Art. 2.º – revogam-se as disposições em contrário".
Certamente muitos de nós, como o poeta, faríamos a mesma determinação, abolindo, para sempre, a miséria, o desamor, a injustiça, a doença, a ignorância, a guerra e a morte..
E Deus, que é a inteligência suprema do universo, já decretou isso nas suas soberanas leis.
É só uma questão de tempo para que essa situação se torne realidade.
No entanto, o Criador, que é a sabedoria suprema, não pode violentar o livre-arbítrio de seus filhos, impondo uma perfeição que estes ainda estão longe de alcançar.
Vejamos o que dizem os espíritos superiores, explicando porque Deus não criou todos os espíritos perfeitos:
Se Deus os houvesse criado perfeitos, nenhum mérito teriam para gozar dos benefícios dessa perfeição. Onde estaria o merecimento sem a luta? Além disso, a desigualdade entre eles existente é necessária às suas personalidades. Pois que, na vida social, todos os homens podem chegar às mais altas funções, seria o caso de perguntar-se por que o soberano de um país não faz de cada um de seus soldados um general; Por que todos os empregados subalternos não são funcionários superiores; por que todos os colegiais não são mestres.

Muito lógica e muito consoladora a resposta dos Sábios do espaço.
Se todos os espíritos encarnados na terra estivessem no nível de Ganhdi, Chico Xavier, Madre Teresa, Irmã Dulce e outros, não precisaria nenhum decreto proibindo a miséria, o desamor, a injustiça, a doença, a ignorância e a guerra.
Por outro lado, Jesus afirmou: “vós sois deuses”.
Assim sendo, se não somos Deus com “d” maiúsculo, somos filho dele e podemos fazer a nossa parte para que, um dia, a terra seja um planeta onde reine a paz.
Os espíritos foram criados simples e sem nenhum conhecimento, mas todos, sem exceção, chegarão à perfeição.
Vale lembrar, novamente, as palavras do mestre de Nazaré: “sede perfeitos como perfeito é o vosso Pai celestial.”
Portanto, todos nós seremos anjos um dia, só depende da nossa vontade. E essa vontade também inclui a busca das verdades que regem a vida, ou seja, as leis divinas.
Pense nisso!
Nos soberanos códigos divinos a morte não existe para o espírito. Jesus provou isso se mostrando vivo depois da morte física.
A miséria, o desamor, a injustiça, a doença, a ignorância e a guerra, são problemas criados pelo próprio homem.
Nesse caso, nem precisa ser Deus para abolir de vez por todas essas misérias que nos causam dor e sofrimento.
E a única condição para que isso aconteça é querer.
Pense nisso!
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em artigo de João Manuel Simões, publicado no jornal Gazeta do Povo, no dia 11/08/2003 e da pergunta 119 de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, Ed. FEB.

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