05/05/2012

A paz que trago em meu peito


A paz que trago hoje em meu peito é diferente da paz que eu sonhei um dia...
Quando se é jovem ou imaturo, imagina-se que ter paz é poder fazer o que se quer, repousar, ficar em silêncio e jamais enfrentar uma contradição ou uma decepção.
Todavia, o tempo vai nos mostrando que a paz é resultado do entendimento de algumas lições importantes que a vida nos oferece.
A paz está no dinamismo da vida, no trabalho, na esperança, na confiança, na fé...
Ter paz é ter a consciência tranquila, é ter certeza de que se fez o melhor ou, pelo menos, tentou...
Ter paz é assumir responsabilidades e cumpri-las, é ter serenidade nos momentos mais difíceis da vida.
Ter paz é ter ouvidos que ouvem, olhos que veem e boca que diz palavras que constroem.
Ter paz é ter um coração que ama...
Ter paz é brincar com as crianças, voar com os passarinhos, ouvir o riacho que desliza sobre as pedras e embala os ramos verdes que em suas águas se espreguiçam...
Ter paz é não querer que os outros se modifiquem para nos agradar, é respeitar as opiniões contrárias, é esquecer as ofensas.
Ter paz é aprender com os próprios erros, é dizer não quando é não que se quer dizer...
Ter paz é ter coragem de chorar ou de sorrir quando se tem vontade...
É ter forças para voltar atrás, pedir perdão, refazer o caminho, agradecer...
Ter paz é admitir a própria imperfeição e reconhecer os medos, as fraquezas, as carências...
A paz que hoje trago em meu peito é a tranquilidade de aceitar os outros como são e a disposição para mudar as próprias imperfeições.
É a humildade para reconhecer que não sei tudo e aprender até com os insetos...
É a vontade de dividir o pouco que tenho e não me aprisionar ao que não possuo.
É melhorar o que está ao meu alcance, aceitar o que não pode ser mudado e ter lucidez para distinguir uma coisa da outra.
É admitir que nem sempre tenho razão e, mesmo que tenha, não brigar por ela.


A paz que hoje trago em meu peito é a confiança nAquele que criou e governa o Mundo...

A certeza da vida futura e a convicção de que receberei, das Leis soberanas da vida, o que a elas tiver oferecido.
*   *   *
Às vezes, para manter a paz que hoje mora em teu peito, é preciso usar um poderoso aliado chamado silêncio.
Lembra-te de usar o silêncio quando ouves palavras infelizes.
Quando alguém está irritado.
Quando a maledicência te procura.
Quando a ofensa te golpeia.
Quando alguém se encoleriza.
Quando a crítica te fere.
Quando escutas uma calúnia.
Quando a ignorância te acusa.
Quando o orgulho te humilha.
Quando a vaidade te provoca.
O silêncio é a gentileza do perdão que se cala e espera o tempo, por isso é uma poderosa ferramenta para construir e manter a paz.

Redação do Momento Espírita, com utilização de algumas frases finais, 
retiradas de texto de autoria ignorada.
Disponível no cd Momento Espírita, Coletânea v.  8 e 9 e no livro Momento 
Espírita, livro 5, ed. Fep.
Em 05.03.2012.

3 comentários:

  1. Bom dia,
    excelente texto! Apreciei a parte: "...ter forças para voltar atrás, pedir perdão, refazer o caminho..."

    Cordial abraços, saúde e muita paz interior.

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  2. Lindo texto para ter uma tarde tranquila de sábado, agradecida.
    Tenha uma boa semana.
    Beijinhos de luz.
    Lua.

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  3. Passei pra desejar um Maravilhoso Domingo!!!!
    e muito Obrigada pelas palavras

    Andrea

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Seu comentário e sugestões é sempre bem vindo. Fique na Paz !!!

Refletindo ...


"NUNCA JULGUE,
APENAS COMPREENDA :
"RESPEITAR AS OPINIÕES DO OUTRO,
EM QUALQUER ASPECTO E SITUAÇÃO,
É UMA DAS MAIORES
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QUE UM SER HUMANO PODE TER."