29/02/2012

A Inveja

A Inveja
Viajava através das aldeias ensinando o bem.
Chegando a noite, e estando nas montanhas, sentiu muito frio. Buscou um lugar para se abrigar.
Um discípulo jovem ofereceu-lhe a própria caverna. Cedeu-lhe a cama pobre, onde uma pele de animal estava estendida. O monge aceitou e repousou.
No dia seguinte, quando o sol estava radiante, e ele deveria prosseguir a sua peregrinação, desejou agradecer ao jovem pela hospitalidade. Então, apontou o seu indicador para uma pequena pedra que estava próxima, e ela se transformou em uma pepita de ouro.
Sem palavras, o velho procurou fazer que o rapaz entendesse que aquela era a sua doação, um agradecimento a ele. Contudo, o rapaz se manteve triste.
Então, o religioso pensou um pouco. Depois, num gesto inesperado, apontou uma enorme montanha, e ela se transformou inteiramente em ouro.

O mensageiro, num gesto significativo, fez o rapaz entender que ele estava lhe dando aquela montanha de ouro em gratidão, porém, o jovem continuava triste. 
O velho não pôde se conter e perguntou:
─ Meu filho, afinal, o que você quer de mim? Estou lhe dando uma montanha inteira de ouro.
O rapaz apressado respondeu:
─ Eu quero vosso dedo! 
A inveja é um sentimento destruidor, e que nos impede de crescer.
Invejamos a cultura de alguém, mas não nos dispomos a permanecer horas e horas estudando, pesquisando, simplesmente invejamos.
Invejamos a capacidade que alguns têm de falar em público, com desenvoltura e graça, contudo, não nos dispomos a exercitar a voz e a postura, na tentativa de sermos semelhantes a eles. 
Invejamos aqueles que produzem textos bem elaborados, que merecem destaque em publicações especializadas, no entanto, não nos dispomos ao estudo da gramática, muito menos a longas leituras, que melhoram o vocabulário, e ensinam construção de frases e imagens poéticas.
Enfim, somos tão afoitos quanto o jovem da história que desejava o dedo do monge, para dispor de todo o ouro do mundo, sem se dar conta que era a mente que fazia as transformações.
Pensar é construir. Pensar é semear. Pensar é produzir.
Vejamos bem o que semeamos, o que produzimos nas construções de nossas vidas com as nossas ondas mentais.
No lugar da inveja, manifestemos a nossa vontade de lutar para crescer, com a certeza de que cada um de nós é inigualável, o que equivale a dizer que somos únicos, e que ninguém poderá ser igual ao outro. 
Cada um tem seus tesouros íntimos a explorar, descobrir e mostrar ao mundo.
Quando pensamos, projetamos o que somos. 
Pensemos melhor. 
Pensamento é Vida!
Equipe da Redação do Momento Espírita

2 comentários:

  1. Amigos! Muito obrigada pelo carinho sempre presente de vocês! Lindo este texto! Realmente, em muitos casos a inveja é mais do que prejudicial...Muitos não querem apenas o dedo, querem o braço inteiro, quem sabe a cabeça, rsrsrsrs.....Por isso precisamos estar sempre atentos pra que ela não nos contamine...que o nosso bem querer seja forte o bastante pra transformá-la em fumaça, que o vento leva...Tem um espaço novo lá no blog! Uma quinta-feira abençoada! Abraço carinhoso!
    Elaine Averbuch Neves
    http://elaine-dedentroprafora.blogspot.com/

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  2. Olá!
    Sim, este é Chris, na pequena caminhada nos blogs hoje em dia, agradecendo por seus comentários!
    Mas eu não gastar a cada dois dias! Deve ser dito, que o blog "diretório", eu levo muito tempo, o número de pessoas aumenta a cada dia!
    Eu confio um pouco sobre as diferentes pessoas que eu conheço, para dar mais escala!
    É sempre bom voltar para casa!
    Espero que esta visita irá encontrá-lo em boa saúde e, especialmente, muito amor, porque é isso que dá a vida!
    Desejo-lhe um grande dia
    Atenciosamente
    Chris

    http://nsm01.casimages.com/img/2009/05/19/090519080136505743688116.jpg

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