18/01/2012

Conceito do que é ESPIRITISMO


O Espiritismo estabelece com base em fatos, provas, evidências que:  . DEUS é o Pai Criador, a Inteligência Suprema e Causa Primeira de todas as coisas. 
. Jesus é um espírito puro, tendo atingido o grau máximo de perfeição a que um espírito pode chegar. É o Governador Espiritual da terra, é o Incomparável Mestre, o nosso único Guia e Modelo. 
. O Espírito é imortal. 
. Todos reencarnamos várias vezes, seja na Terra ou em outro mundo, pois, conforme Jesus disse “Há muitas moradas na casa de Meu Pai”. 
. Todos temos o livre-arbítrio (liberdade de pensar e agir) e arcamos com as conseqüências dos nossos atos, sejam boas ou não. A isso dá-se o nome de Lei de Causa e Efeito, conforme Jesus estabeleceu “A cada um será dado segundo as suas obras”. 

Princípios da Doutrina Espírita (pontos fundamentais): 
DEUS: O Pai Criador, a Inteligência Suprema, a Causa Primeira de Todas as Coisas. 
JESUS: O Guia e Modelo, O Amado Mestre, O Espírito Mais Perfeito que já passou pela Terra, o Governador Espiritual do Planto Terrestre. 
KARDEC: A Base Fundamental. 
. Deus é a inteligência suprema e causa primária de todas as coisas. É eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom. 
. O Universo é criação de Deus. Abrange todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais. 
. Além do mundo corporal, habitação dos Espíritos encarnados (Homens), existe o mundo espiritual, habitação dos Espíritos desencarnados. 
. No Universo há outros mundos habitados, com seres de diferentes graus de evolução: iguais, mais evoluídos e menos evoluídos que os homens. 
. Todas as leis da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o seu autor. Abrangem tanto as leis físicas como as leis morais. 
. O homem é um Espírito encarnado em um corpo material. O perispírito é o corpo semi-material que une o Espírito ao corpo material. 
. Os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Constituem o mundo dos Espíritos, que preexiste e sobrevive a tudo. 
. Os Espíritos são criados simples e ignorantes, evoluem intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, até a perfeição, onde gozam de inalterável felicidade. 
. Os Espíritos preservam sua individualidade, antes, durante e depois de cada encarnação. 
. Os Espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu próprio aprimoramento. 
. Os Espíritos evoluem sempre. Em suas múltiplas existências corpóreas podem estacionar, mas nunca regridem. A rapidez do seu progresso, intelectual e moral, depende dos esforços que faça para chegar à perfeição. 
. Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição a que tenham alcançado: Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima; Bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina; Espíritos imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores. 
. As relações dos Espíritos com os homens são constantes, e sempre existiram. Os bons Espíritos nos atraem para o bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os imperfeitos nos induzem ao erro. 
. Jesus é o guia e modelo para toda a Humanidade. E a Doutrina que ensinou e exemplificou é a expressão mais pura da Lei de Deus. 
. A moral do Cristo, contida no Evangelho, é o roteiro para a evolução segura de todos os homens, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos e o objetivo a ser atingido pela Humanidade. 
. O homem tem o livre-arbítrio para agir, mas responde pelas conseqüências de suas ações. 
. A vida futura reserva aos homens penas e gozos compatíveis com o procedimento de respeito ou não à Lei de Deus. 
. A prece é um ato de adoração a Deus. Está na lei natural, e é o resultado de um sentimento inato do homem, assim como é inata a idéia da existência do Criador. 
. A prece torna melhor o homem. Aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia bons Espíritos para assisti-lo. É este um socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade. 
Prática Espírita 
. Toda a prática espírita é gratuita, dentro do princípio do Evangelho: \"Dai de graça o que de graça recebestes\". Assim, todos os trabalhadores espíritas (oradores, passistas, dirigentes, médiuns de toda ordem, etc) trabalham sem recebimento financeiro algum. 
. A prática espírita é realizada sem nenhum culto exterior, dentro do princípio cristão de que Deus deve ser adorado em espírito e verdade. 
. O Espiritismo não tem sacerdotes e não adota e nem usa em suas reuniões e em suas práticas: altares, imagens, andores, velas, procissões, sacramentos, concessões de indulgência, paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso, fumo, talismãs, amuletos, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais, búzios ou quaisquer outros objetos, rituais ou formas de culto exterior. 
. O Espiritismo não impõe os seus princípios. Convida os interessados em conhecê-lo a submeter os seus ensinos ao crivo da razão antes de aceitá-los. 
. A mediunidade, que permite a comunicação dos Espíritos com os homens, é uma faculdade que muitas pessoas trazem consigo ao nascer, independentemente da religião ou da diretriz doutrinária de vida que adote. 
. Prática mediúnica espírita só é aquela que é exercida com base nos princípios da Doutrina Espírita e dentro da moral cristã. 
. O Espiritismo respeita todas as religiões e doutrinas, valoriza todos os esforços para a prática do bem e trabalha pela confraternização e pela paz entre todos os povos e entre todos os homens, independentemente de sua raça, cor, nacionalidade, crença, nível cultural ou social. Reconhece, ainda, que \"o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza\". 
O estudo das obras de Allan Kardec é fundamental para o correto conhecimento da Doutrina Espírita. 
O Centro Espírita 
É escola de formação espiritual e moral, baseada no Espiritismo, ou seja, nos ensinamentos de Jesus. É posto de atendimento fraternal a todos os que o procuram com o propósito de obter orientação, esclarecimento, ajuda ou consolação. É núcleo de estudo, de fraternidade, de oração e de trabalho, com base no Evangelho de Jesus, à luz da Doutrina Espírita. 
É casa onde as crianças, os jovens, os adultos e os idosos tenham oportunidade de conviver, estudar e trabalhar, dentro dos princípios espíritas. 
É oficina de trabalho que proporciona aos seus freqüentadores oportunidade de exercitar o aprimoramento íntimo, pela vivência do Evangelho em suas atividades. É recanto de paz construtiva, propiciando a união de seus freqüentadores na vivência da recomendação de Jesus: \"Amai-vos uns aos outros\". 
Caracteriza-se pela simplicidade própria das primeiras Casas do Cristianismo nascente na prática da caridade, na total ausência de imagens, paramentos, símbolos, rituais, sacramentos ou outras quaisquer manifestações exteriores. 
É a unidade fundamental do Movimento Espírita. 
Seus Objetivos 
Promover o Estudo, a Difusão e a Prática da Doutrina Espírita atendendo e ajudando às pessoas: 
- que buscam orientação e amparo para seus problemas espirituais e materiais; 
- que querem conhecer e estudar a Doutrina Espírita; 
- que querem exercitar e praticar a Doutrina Espírita, em todas as suas áreas de ação. 
Suas Atividades Básicas 
1. Divulgação da Doutrina Espírita (por todas as formas e meios compatíveis com os princípios doutrinários): palestras, aulas, grupos de estudos, livros, etc. 
2. Assistência espiritual (orientação e ajuda às pessoas com necessidades espirituais): atendimento fraterno, exposição de temas espíritas, estudo do evangelho à luz da Doutrina Espírita, passes e atividade mediúnica. 
4. Assistência e promoção social (orientação e ajuda às pessoas com necessidades materiais): assistência através da distribuição de alimento, roupa e remédio, e promoção através de cursos de orientação, ensino e formação profissional.
Como cristãos, somos levados ao longínquo passado ao recordar a passagem de Jesus pela terra, a sua mensagem de perdão aos inimigos e de amor à humanidade inteira. Esta época tem para os espíritas um significado muito especial, pois lembra-nos que Jesus, vencendo a morte, nos transmitiu um ensinamento fundamental: o de que a vida continua para além do corpo físico, pois ele fez questão de aparecer aos apóstolos e a Maria de Magdala, após o sepultamento.
Mas, aqui reside uma diferença substancial entre as religiões cristãs e o espiritismo – a crença na ressurreição de Jesus.
Para nós, espíritas, Jesus ressurgiu no seu corpo perispirítico ou espiritual e não com o corpo físico, esse já em decomposição, com danos irreversíveis no cérebro ao fim de pouco tempo, de acordo com a ciência.
As Igrejas cristãs continuam defendendo a ideia de que o Cristo “subiu aos Céus” em corpo e alma, e de que o mesmo sucederá a todos os “eleitos” no chamado “juízo final”.
A doutrina espírita, defensora da lógica e do bom-senso refuta essa teoria, pela impossibilidade física de seres que já faleceram ao longo dos séculos terem os respectivos corpos reconstituídos nas suas estruturas orgânicas no dia do juízo final. Poder-se-ia argumentar que a Deus nada é impossível, mas porque iria Ele derrogar as suas próprias leis naturais, recorrendo a milagres?! Para mostrar o Seu poder aos homens? Mas Deus apenas é. Nada precisa de provar.
Simultaneamente, tal ideia é contra qualquer noção de justiça e de moral, pois mais justa será sempre a concessão ao homem duma nova oportunidade de renascimento, tantas vezes quantas as necessárias, de modo a que este tenha a possibilidade de corrigir os erros cometidos e de evoluir no aprendizado intelecto-moral, de modo a alcançar novos patamares de crescimento, rumo à perfeição.
É pela lei dos renascimentos, que o homem se aproxima de Deus: ao “nascer de novo”, criam-se as condições de igualdade de oportunidades para todos os espíritos e cumprem-se as palavras de Jesus: “em verdade vos digo que ninguém verá a luz dos céus, se não nascer de novo”.
Outro aspecto que desde sempre nos foi transmitido pela religião judaico-cristã tradicional é a noção da “culpa”. Jesus sofreu o processo da crucifixação para nos “salvar” dos nossos “pecados”, cometidos desde Adão e Eva. E aqui em Portugal aí está a procissão do Senhor dos Passos, realizada na Sexta-Feira Santa, simulacro que nos assusta desde tenra idade, do “enterro” de Jesus, realizada à noite, com todo o aparato e negrume necessários à manutenção da nossa “culpa”.
Para os espíritas, que não possuem rituais, nem proibições de comidas ou de trabalho, a Páscoa é a época de lembrar mais uma vez a necessidade da “libertação do homem velho”, no dizer de Celso Martins para que, reflectindo no exemplo de Jesus, possa nascer o “Homem Novo”.
Em vez de nos agarrarmos às exterioridades das celebrações pascais, aproveitemos esta época para tentarmos mudar alguns dos nossos hábitos, ser menos egoístas, mais caridosos e amigos com todos os que nos rodeiam. Essa a verdadeira mensagem que Jesus nos deixou e a certeza de que estará sempre ao nosso lado cuidando do nosso orbe e de cada um de nós, auxiliando-nos no reerguimento, após cada uma de nossas quedas.
É equivocado dizer Espiritismo Kardecista. O próprio Kardec rejeitou a denominação kardecista, pois, só há um Espiritismo. Ocorre que, por falta de conhecimento, muitas pessoas confundem a Doutrina Espírita com outras crenças e práticas, como candomblé, umbanda, etc. O Espiritismo não tem nada a ver com essas crenças e práticas. Ademais, o Universo é constituído por círculos de afinidade; desse modo, os espíritos espíritas trabalham nas Casas Espíritas. Já espíritos umbandistas vão na umbanda, pois sintonizam com esse nível de conhecimento. Um espírito espírita usa um vocabulário espírita, baseia-se na lei de causa e efeito, na reencarnação, no ivre-arbítrio, enfim, no que há de mais sofisticado em conhecimento e verdade. A Doutrina Espírita respeita todas as crenças e práticas, mas o fato é que espíritos espíritas trabalham nos Centros Espíritas. Indivíduos desencarnandos de outras greis procuram auxiliar no seu ambiente peculiar.
O Espiritismo não tem nada a ver com a Umbanda. O Espiritismo é, conforme o próprio conceito, ESPIRITISMO. A Umbanda é Espiritualismo. Temos profundo respeito por todas as crenças, mas frisa-se de modo peremptório que Espiritismo só há um; e todas as crenças que acreditam na imortalidade da alma encaixam-se no conceito de Espiritualismo. 
A Umbanda se deriva, fundamentalmente, do culto religioso da raça negra da velha África. Os seus princípios doutrinários são realmente frutos do folclore, dos provérbios, aforismos, das lendas, crenças populares e tradições africanas. Quanto à prática, a umbanda difere, essencialmente e totalmente, do Espiritismo, porque atua no plano da natureza e o Espiritismo no do pensamento, pois, que só o Espírito conta, realmente.
 Aliás o Espiritismo não tem ritual de nenhuma espécie, pois, não admite corpo sacerdotal hierarquizado ou não, cerimônias (batizados, casamentos e quaisquer outras); não se utiliza de fórmulas, invocações, ou promessas de qualquer natureza; repele a adoração de imagens, símbolos, amuletos; rejeita crendices e superstições, incensos, e não admite pagamento pela prestação de assistência espiritual ou de qualquer auxílio que conceda aos necessitados. 
A Umbanda é uma doutrina espiritualista, que como o Espiritismo, acredita na sobrevivência do Espírito e na comunicação com o plano espiritual.
 Difere veementemente do Espiritismo por ser um culto com ritos e práticas oriundas do sincretismo religioso entre o catolicismo e das religiões africanas. 
Ademais, os espíritos que se comunicam em um contexto e em outro são espíritos diferentes. Há Espíritos Espíritas, como Dr. Bezerra de Menezes, Joanna de Ângelis, André Luiz, Vianna de Carvalho, e muitos outros que somente se comunicam em Centros Espíritas. 
Espíritos que se apresentam em umbanda são totalmente diferentes e, em sua maioria, são índios, caboclos e os chamados pretos velhos. 
O Espiritismo é a Doutrina de Jesus, é a Doutrina Filosófica, Científica, e Religiosa Codificada pelo missionário Allan Kardec, sendo que há cinco obras básicas: 
O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno, e A Gênese.
Desse modo, outras doutrinas e/ou crenças são espiritualismo, e não têm nada a ver com o Espiritismo. Em razão da ignorância, muita gente faz confusão dizendo que existem centros espíritas kardecistas, centros de umbanda, etc, etc. Allan Kardec, o maior gênio da história depois de Jesus rejeitou a denominação \"kardecista, pois, segundo Kardec, o Espiritismo não é dele e há somente um Espiritismo. Sendo assim, Espiritismo é Espiritismo; outras práticas são espiritualismo. 
Uma das denominações equivocadas que ganharam relevo no século XX é \"mesa branca\". Tal termo não existe em nenhuma obra Espírita e não deve ser usado.


Não faça julgamentos precipitados daquilo que você não conhece, não vá atras do alguém me disse, ouvi falar, conheça, estude e depois disso, se achar que não lhe serve, parta para outra que lhe de paz, mas nunca julgue aquilo que não é do seu conhecimento só porque alguém falou ou porque você ouviu dizer, ou viu na tv, para se julgar algo precisamos ter conhecimento de causa, e mesmo assim ninguém lhe concede o papel de juiz só porque não gosta ou não acredita ...pense nisso ...

 Fique em Paz !!!

Um comentário:

  1. O Espiritismo não tem o caráter isolado de uma filosofia, de uma ciência ou de uma religião,
    porque é, ao mesmo tempo, religião, filosofia e ciência. É simultaneamente revelação divina e
    obra de cooperação dos Espíritos humanos desencarnados e encarnados.Tem a característica singular de ser impessoal, complementar e progressivo; primeiro, por não ser fruto da revelação de um só Espírito, nem o trabalho de um só homem; segundo, por ser a complementação natural, expressa e lógica das duas primeiras Grandes Revelações Divinas (a de Moisés e a do Cristo); terceiro, porque, como bem disse Kardec, ele jamais dirá a última palavra. É ciência, porque investiga, experimenta, comprova, sistematiza e conceitua leis, fatos, forças e fenômenos da vida, da natureza, dos pensamentos e dos sentimentos humanos. É filosofia, porque cogita, induz e deduz idéias e fatos lógicos sobre as causas primeiras e seus efeitos naturais; generaliza e sintetiza,
    reflete, aprofunda e explica; estuda, discerne e define motivos e conseqüências, comos e porquês de fenômenos relativos à vida e à morte. É religião, porque de suas constatações científicas e de suas conclusões filosóficas resulta o reconhecimento humano da Paternidade Divina e da irmandade universal de todos os seres da Criação, estabelecendo, desse modo, o culto natural do amor a Deus e ao próximo.

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