12/01/2012

COMPREENSÃO ESPIRITA


(...) O espírita quando, finalmente, alcança a compreensão de que, espiritualmente, trabalha para si e não para os outros:
 - nada mais o faz recuar, nada mais o desanima, nada mais o entristece, nada mais o decepciona, nada mais o magoa...
 Quando o servidor de Jesus na seara espírita, conquista o entendimento maior de que é o artífice da própria felicidade, na construção cotidiana do destino, nada mais o abate, nada mais o desespera, nada mais o deprime...
 Quando o discípulo do Evangelho nas luzes da Terceira Revelação, assimila, em espírito e em verdade, as lições do Mestre, ele não mais se permite cruzar os braços, perder tempo em polemicas
estéreis, tecer criticas destrutivas: ele não mais se consente a ociosidade, malbaratando o tesouro dos minutos; ele se esforça sem procurar reconhecimento, aplausos, louvores, elogios, destaques meramente humanos; trabalha como quem presta obediência unicamente a Deus, na convicção inabalável de que a Lei o observa em ação, registrando o menor de seus gestos, e considera as suas intenções em tudo quanto faz!
 Quando o espírita atinge, assim, a maioridade espiritual a que estamos nos referindo, liberta-se das querelas humanas, emancipa-se das picuinhas terrestres que, para tantos outros, constituem provações difíceis de serem superadas...
 Contam-se aos milhares as almas que poderiam avançar, mas que permanecem estacionadas, porque se deixam paralisar pelas energias pessimistas.
 Quando o espírita logra o estagio de sua própria emancipação intima, caminha imperturbável, realizando sempre, trabalhando com alegria e oferecendo de si mesmo o melhor do melhor. (...)

Albino Teixeira
Livro – Mediunidade, corpo e alma

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