03/12/2011

SOS


A existência terrestre é comparada ao firmamento que nem sempre surge perfeitamente anilado.
 Dias sobrevêm nos quais as nuvens da prova se entrechocam de improviso, estabelecendo o aguaceiro das lágrimas.
 Raios de angústia varrem o céu da esperança..
 Granizos de sofrimento apedrejam os sonhos...

Rajadas de calúnia açoitam a alma...
 Enxurrada carreando maledicência invade o caminho anunciando subversão...
 Multiplicam-se os problemas, traçando os testes do destino em que se nos verificará o aproveitamento dos valores que o mundo nos oferece.
 Entretanto, a facilitação de cada problema solicita três atitudes essencialmente distintas, tendendo ao mesmo fim.
Silêncio diante do caos.
 Oração à frente do desafio.
 Serviço perante o mal.
 Se a tentação aparece entenebrecendo a estrada, recorramos à oração.
 Se a ofensa nos injuria, refugiemos no serviço.
 Toda perturbação pode ser limitada pelo silêncio até que se lhe extinga o núcleo de sombra.
 Toda impropriedade mental desaparece se lhe antepomos a luz da oração.
 Todo desequilíbrio engenhado pelas forças das trevas é suscetível de se regenerar pela energia benéfica do serviço.
 O trânsito da vida possui também sinalização peculiar.
Silêncio - previne contra o perigo.
 Oração - prepara a passagem livre.
 Serviço - garante a marcha correta.
 Em qualquer obstáculo, valer-se desse trio de paz, discernimento e realização é assegurar a própria felicidade.
 S.O.S. é hoje o sinal de todas as nações para configurar as súplicas de socorro e, 
na esfera de todas as criaturas existe outro S.O.S., irmanando silêncio, oração e serviço, 
como sendo a síntese de todas as respostas. 

("Sol nas Almas", cap. 47, CEC)

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