19/12/2011

Educai a criança


Um coração de criança
 É uma urna de amor, de inocência e esperança.
 É um jasmin em botão de imácula pureza
 Perfumando o jardim do Amor e da Beleza.
 É uma flor aromal.
 Uma ave pequenina,
 Que nos recorda a luz puríssima, inicial
 Da morada divina!
 Mas a alma infantil, como leiva de terra.
 Guarda, cria e produz aquilo que ela encerra!
 Coração original, terra pura e inocente

Que desenvolve em si a boa e má semente.
 Se lhe deres o Amor que salva e regenera,
 A esperança no Céu que se resigna e espera,
 Os exemplos do Bem que esclarece e ilumina,
 Os archotes da Fé que sonha e raciocina.
 A lição do Evangelho em atos de bondade,
 Os perfumes liriais da flor da Caridade.
 A Verdade, a Luz e o Amor - a trilogia
 Que compõe no Universo os hinos da Harmonia
 Vê-la-eis produzir dessas espigas d'ouro
 De um dos trigais de abril imensamente louro.
 Se lhe derdes, porém, as sementes do vício
 Tereis o pantanal, a chaga, o meretrício,
 A ferida social que sangra, que supura, 
 Os venenos letais da Dor e da Amargura!
 Em vez do sol que aclara uma vida sublime,
 Vereis a lava hostil que favorece o crime.
 Educai, educai o coração da infância,
 Roubai-o da torpeza do mal e da ignorância.
 Plantai no coração dos pobres pequeninos
 As árvores do Bem cheias de dons divinos...
 Elevai-os na Terra aos píncaros da Luz,
 Com os exemplos de Amor da vida de Jesus!
 O coração da criança
 É um sacrário de amor, de inocência e esperança.
 Ponde nesse sacrário a hóstia que transude
 A chama da Verdade e a chama da Virtude
 E tereis praticado o ensino do Senhor
 Que fará deste mundo um roseiral de Amor!

Guerra Junqueiro 
 (Poema psicografado em 14 de julho de 1933, 
 em Pedro Leopoldo e dedicado a Júlio Leitão)

Chico Xavier

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