06/12/2011

E S Q U E C E



Auta de Souza 

Repara a terra pobre, humilde e boa, 
 Enlameada ao temporal violento...
 A golpes rudes de granizo e vento,
 Olvida em paz a injúria que a magoa.

Depois, a vida tece-lhe a coroa
 De pétalas luzindo ao firmamento...
 E, feliz ante o mundo desatento,
 Mais se embeleza quanto mais perdoa.

Assim também, esquece o lodo e a ofensa.
 Que a tormenta de trevas te não vença
 A nobreza dos sonhos redentores!...

Seja o perdão o apoio a que te arrimes, 
 E desabrocharás em dons sublimes
 Como a terra insultada ri-se, em flores.

(Do livro "Auta de Souza", Francisco C. Xavier)

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