22/11/2011

Vendedor de balões

Era uma vez um velho homem que vendia balões numa quermesse. Evidentemente, o homem era um bom vendedor, pois deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares, atraindo, desse modo, uma multidão de jovens compradores de balões.
Havia ali perto um menino negro. Estava observando o vendedor e, 
 é claro apreciando os balões.
Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco. 
 Todos foram subindo até sumirem de vista.
O menino, de olhar atento, seguia a cada um. 
 Ficava imaginando mil coisas...
Uma coisa o aborrecia, o homem não soltava o balão preto.
 Então aproximou-se do vendedor e lhe perguntou:
-- Moço, se o senhor soltasse o balão preto, 
 ele subiria tanto quanto os outros?
O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão preto 
 e enquanto ele se elevava nos ares disse:
-- Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir.

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