24/11/2011

ANTE O SUICÍDIO

Se a ideia do suicídio alguma vez te visita o pensamento, reflete no  infortúnio de alguém que haja tentado inutilmente destruir a si mesmo,  quando pela própria imortalidade, está claramente incapaz de morrer.
Na hipótese de haver arremessado um projétil sobre si, ingerido esse ou  aquele veneno, recusado a vida pelo enforcamento ou procurado extinguir as  próprias forças orgânicas por outros meios, indubitavelmente arrastará  consigo as conseqüências desse ato, a se lhe configurarem no próprio ser,  na forma dos chamados complexos de culpa.
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Entendendo-se que a morte do corpo denso é semelhante a um sono  profundo, de que a pessoa ressurgirá sempre, é natural que esse alguém  penetre no Mundo Maior, na condição de vítima de si mesmo.
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Não nos é lícito esquecer que os suicidas, na Espiritualidade, não s]ao  órfãos da Misericórdia Divina, e, por isso mesmo, inúmeros benfeitores lhes  propiciam o socorro possível.
Entretanto, benfeitor algum consegue eximi-los, de imediato, do  tratamento de recuperação que, na maioria das vezes, lhes custará longo  tempo.
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Ponderando quanto ao realismo do assunto, por maiores se te façam as  dificuldades do caminho, confia em Deus que, em te criando a vida, saberá  defender-te e amparar-te nos momentos difíceis.
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Observa que não existem provações sem causa e, em razão disso, seja  onde for, estejamos preparados para facear os resultados de nossas próprias  ações do presente ou do passado, em nos referindo às existências  anteriores.
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Cientes de que não existem problemas sem solução, por mais pesada a  carga de sofrimento, em que te vejas, segue à frente, trabalhando e  servindo, lançando um olhar par a retaguarda, de modo a verificar quantas  criaturas existem carregando fardos de tribulações muito maiores e mais  constrangedores do que os nossos.
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O melhor meio de nos premunirmos na Terra contra o suicídio, será  sempre o de nos conservarmos no trabalho que a vida nos confia, porque o  trabalho, invariavelmente dissolve quaisquer sombras que nos envolva a  mente.
E, por fim, consideremos, nas piores situações em que nos sintamos, que  Deus, cujo infinito amor nos sustentou até ontem, embora os nossos erros,  em nos assinalando os propósitos de regeneração e melhoria, nos sustentará  também hoje.

 Emmanuel

Do livro: Amigo - Psicografia: Francisco Candido Xavier. - Pelo espírito de: Emmanuel.

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